terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ação dos íons nas células

      As células parietais são células transportadoras de íons e foram as primeiras células das glândulas gástricas descritas, e foram mantidas com esta designação inespecífica. São freqüentemente referidas como células de HC1 porque secretam o ácido clorídrico do suco gástrico. São maiores do que as células principais e têm forma oval ou piramidal.
      Os núcleos são esféricos e localizados na porção central. Ocasionalmente, podemos encontrar células bi ou multinucleadas. O citoplasma da célula parietal é finamente granular em toda sua extensão. Ele se cora intensamente com corantes anilínicos ácidos, do que resulta, em peças coradas, nítido contraste entre estas células e as células principais (células mais numerosas das glândulas gástricas).
      Em preparações frescas, não coradas, o citoplasma aparece mais claro do que o das células principais. Em foto micrografias eletrônicas, vê-se que o citoplasma contém enorme número de mitocôndrios grandes e com numerosas cristas. Estes são, aparentemente, responsáveis pela acidófila e aparência granular do citoplasma, vistos ao microscópio óptico comum. Além disso, a abundância de mitocôndrios nas células parietais relaciona-se com a necessidade de muito ATP, fonte de energia para o transporte dos íons através da membrana celular, principalmente os íons hidrogênio. Foto micrografias eletrônicas mostram também abundância de retículo endoplasmático liso e de túbulos e vesículas, de superfície lisa, na região apical do citoplasma. Quando a célula é estimulada a produzir ácido clorídrico, estes túbulos e vesículas se fundem com a membrana plasmática.
      As células parietais são muito numerosas na região do colo da glândula, onde se dispersam entre as células mucosas do mesmo. Suas margens internas alcançam aí a luz glandular. No corpo, e especialmente no fundo da glândula, as células parietais são afastadas da luz pela aglomeração de células principais, de modo que elas terminam por repousar contra a membrana basal. Mantêm, entretanto, conexão com a luz da glândula por meio de canalículos intercelulares, canais entre as células principais. Em algumas preparações, e particularmente pelo Método de Golgi de impregnação pela prata, pode-se ver que os canalículos se tornam contínuos com os assim chamados canalículos intracelulares.
      O mecanismo de secreção ácida no estômago ainda permanece algo obscuro. Como não se encontra ácido livre no interior das células parietais, presumiram os pesquisadores que ele deve estar presente na forma de ácido ligado, ou ser formado nas proximidades da membrana celular. Em estudos de mucosa gástrica viva, por meio de micro dissecção e empregando uma variedade de corantes indicadores, inclusive vermelho-neutro, verificou-se que, embora o citoplasma da célula parietal produza reação algo alcalina, os canalículos, tanto intra como intercelulares, e a luz da glândula contêm ácido livre. Parece, portanto, que a membrana destas células é uma estrutura altamente seletiva, que desempenha papel importante na segregação e secreção dos constituintes do ácido.
      As células parietais secretam ácido clorídrico a 0,16M, cloreto de potássio a 0,07M, traços eletrólitos e pouca quantidade de matéria orgânica. Além disso, realiza o importante papel de secretar íons H+, originando da dissociação do ácido carbônico produzido pela anidrase carbônica, uma enzima abundante nessas células.

Funcionamento e circulação do Coração

  • Funcionamento
       O funcionamento do coração é extraordinariamente complexo, sendo a resposta integrada de propriedades intrínsecas do miocárdio sob muitas influências extrínsecas tais como: fatores do sistema nervoso, fatores humorais, o volume de sangue e o retorno venoso, e também as impedâncias instantâneas da vasculatura periférica.
       Chama-se circulação, o movimento que o sangue realiza ciclicamente dentro do sistema vascular. Este sistema compreende uma extensa rede de condutos ou tubos especialmente preparados para que o sangue circule em seu interior. As artérias são os vasos que levam o sangue do coração para os órgãos, músculos, ossos, enfim, para cada célula do nosso organismo.

  • Circulação
      A grande circulação ou circulação sistêmica é o movimento do sangue que sai pela aorta e retorna pelas veias cavas inferior e superior de volta ao átrio esquerdo.
      A pequena circulação ou circulação pulmonar é o movimento do sangue que sai do ventrículo direito através da artéria pulmonar, passando pelos capilares pulmonares (local onde o sangue entra em contato com o leito alveolar e é oxigenado). Depois de oxigenado o sangue retorna para o átrio esquerdo através das veias pulmonares, seguindo para o ventrículo esquerdo e a grande circulação.
      A terceira circulação ou circulação coronariana é o movimento o sangue a partir dos seios coronarianos localizados na raiz da aorta. Estes seios dão origem a artéria coronária direita e tronco da coronária esquerda. Assim que o miocárdio é irrigado, o sistema venoso coronariano trás de volta o sangue para o átrio direito.

Comunicação entre neurônios

     

       Os neurônios se conectam uns aos outros formando as chamadas cadeias neuronais, as quais transmitem informações a outros neurônios ou músculos. Por essas cadeias caminham os impulsos nervosos. Dois tipos de fenômenos estão envolvidos no processamento do impulso nervoso: o elétrico que propaga um sinal dentro de um neurônioe o químico que transmite o sinal de um neurônio a outro ou a uma célula muscular. O "engate" ou junção entre um neurônio e outro, é denominado sinapse, que fazem a transmissão de um impulso nervoso de um neurônio para outro, este impulso pode ser integrado, bloqueado e modificado

Funcionamento do Fígado


      
       O fígado está estrategicamente situado no sistema circulatório recebendo um suprimento sanguíneo duplo: 20% que provém da artéria hepática, e 80% que é rico em nutrientes e provém da veia aorta. Esta particularidade permite ao fígado controlar as substâncias que são absorvidas em todo o intestino e determinar quais delas vão entrar, e como vão entrar na circulação sistêmica. Os hepatócitos são as células mais importantes do fígado constituindo cerca de 2/3 da sua massa. A membrana apical dos hepatócitos, com diferentes canais e transportadores em relação à membrana basolateral, vai ser a responsável pela formação dos canalículos biliares através da formação de sulcos entre hepatócitos adjacentes. Estes canalículos biliares que se fundem para formarem dúctulos biliares (ou canais de Hering) e depois no nível das zonas portais ductos biliares, já revestidos por células epiteliais ou colangiócitos, permitem a excreção de bile.

Fucionamento do Baço

       O baço aumenta acumulando sangue como um "banco". Esse sangue traz glóbulos vermelhos novos e antigos, ou seja, uns podem fixar o oxigênio que precisamos e outros não podem mais. Então, o baço faz sua seleção e retém alguns dos glóbulos vermelhos antigos, destruindo-os. A hemoglobina dele é, posteriormente, transformada em bilirrubina, pigmento da bile, restando o ferro. O ferro é outra vez utilizado pela medula óssea na formação de nova hemoglobina, preparando-se, por esse processo, o caminho para a produção de novos glóbulos vermelhos. Estes só são produzidos no baço durante a fase embrionária, sendo depois formados na medula óssea.
       A função de reter os glóbulos vermelhos é realizada por macrófagos existentes no baço, que englobam e destroem as hemácias velhas e parasitas (processo chamado de fagocitose), evitando assim, um grande número de doenças.
      O baço também produz glóbulos brancos e regula o volume de sangue em circulação nas artérias e veias. No caso de sofrer um corte ou hemorragia, o baço bombeia imediatamente mais líquido para o aparelho circulatório, restabelecendo aos poucos, o equilíbrio.

A fisiologia da célula

        A fisiologia é o ramo da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos. De uma forma mais sintética, a fisiologia estuda o funcionamento do organismo.
        A fisiologia biológica socorre-se dos conhecimentos proporcionados pela Física para explicar como decorrem essas funções vitais segundo os princípios físicos. Efetivamente, os conceitos da Biologia são pouco associáveis a Física (ainda que aqui se fale de Física num sentido mais lato, incluindo a química).
        Com a invenção do Microscópio óptico foi possível observar estruturas nunca antes vistas pelo homem, as células. Essas estruturas foram mais bem estudadas com a utilização de técnicas de citoquímica e o auxílio fundamental do microscópio eletrônico.